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segunda-feira, 28 de março de 2011

FORD MUSTANG 1965, 1966

O lançamento do Ford Mustang 1965 se aproximava, e a Ford tinha confiança em seu novo carro esportivo. O trabalho agora era fazer com que o país soubesse a respeito desse novo tipo de carro. A introdução do que popularmente seria conhecido como Ford Mustang 1964 1/2 era um abrangente e brilhante lampejo de marketing. Os Estados Unidos praticamente não tinham visto nada parecido.
Obviamente, os primeiros anúncios do Mustang reforçavam o baixo preço de referência de US$ 2368 do modelo com capota rígida.
Obviamente, os primeiros anúncios do Mustang reforçavam o baixo preço de referência de US$ 2368 do modelo com capota rígida
Com as cortinas prontas para subir no início de 1964, os publicitários de Dearborn passaram a trabalhar bastante para deixar o público preparado para o Mustang. Embora a Ford tivesse exibido o modelo de exposição em uma entrevista coletiva para a imprensa, em janeiro de 1964, ela colocou as informações reveladas sob "embargo", o que significava que os jornalistas não poderiam publicá-las antes da data que a Ford havia determinado. Essa tática ainda é bastante utilizada em diversos setores, um tipo de jogo de gato e rato entre os fabricantes e a imprensa.
Mas o embargo não impediu que os jornalistas começassem a especular. Com certeza, isso não impediu que a própria Ford enganasse a imprensa ou que informações vazassem - o que realmente aconteceu.

Por exemplo, em 11 de março, apenas dois dias após o início da produção do primeiro Mustang, o jovem Walter Buhl Ford II, sobrinho do presidente Henry Ford II, recebeu permissão para dirigir um protótipo conversível sem disfarces para almoçar no centro de Detroit. Fred Olmsted, editor automotivo do Detroit Free Press, identificou-o e rapidamente chamou o fotógrafo Ray Glena. A Newsweek e outras publicações rapidamente pegaram as fotos de Glena, exatamente como a Ford queria.

Enquanto isso, a Time havia recebido permissão para acompanhar, dentro da empresa, o desenvolvimento do Mustang, mais uma vez com o acordo de que não publicaria nada até o dia determinado. A Time manteve sua palavra, mas não conseguiu fazer nenhum furo de reportagem. Em uma vitória para o departamento de relações públicas da Ford, a Time e a Newsweek exibiram matérias de capa sobre Lee Iacocca (em inglês) e sua criação na mesma semana.

Chega o grande dia
As semanas que antecederam a estréia do Mustang testemunharam grandes histórias em todos os lugares: Business Week, Esquire, Life, Look, Sports Illustrated, U.S. News & World Report, The Wall Street Journal e, é claro, em quase todas as revistas de automóveis. Finalmente, em 16 de abril, a Ford apresentou sua nova criação para cerca de 29 milhões de telespectadores, comprando a faixa das 21h em três redes de televisão. O lançamento público foi na sexta-feira, 17 de abril. Naquela manhã, 2.600 jornais veicularam anúncios e artigos enquanto o Mustang era revelado para os visitantes do dia de abertura da Feira Mundial de Nova York.

A Ford convidou aproximadamente 150 jornalistas para o evento, além de oferecer um jantar e um coquetel suntuosos. No dia seguinte, ela os soltou no meio de uma manada de Mustangs para uma viagem de 1.200 km até Motown. "Estas unidades eram carros praticamente construídos à mão. Tudo poderia ter acontecido", relembrou um diretor da Ford. "Alguns dos repórteres forçaram os carros durante todo o trajeto e nós torcíamos para que eles não batessem ou se desmontassem. Felizmente todos chegaram até o final, mas foi pura sorte".
Lee Iacocca, responsável pela Ford Division, Henry Ford II, presidente da Ford Motor Co. e Eugene Bordinat conferem o Mustang.
2007 Publications International, Ltd. 
Lee Iacocca, responsável pela Divisão Ford, Henry Ford II, presidente da Ford Motor Co. e Eugene Bordinat conferem o Mustang

Mais sobre o Mustang
A trajetória do Mustang envolve classificações de especificações, personalidades decisivas e eventos-chave. Aqui estão os melhores dados:
  • Palavras e imagens contam apenas parte da história do Mustang. Para conhecer as dimensões dos veículos, dados do motor, gráficos de vendas anuais, preços e outras informações, confira Especificações do Ford Mustang.
  • Ele foi um piloto de corrida vencedor, um construtor de carros engenhoso e uma figura incomparável. Para visualizar o perfil da personalidade mais empolgante na história do Ford Mustang, confira Carroll Shelby: o mago do Mustang.
  • Um dos lançamentos de carro mais significativos da história ocorreu em abril de 1964 na Feira Mundial de Nova York. Milhões de pessoas tomaram conhecimento de um novo tipo de carro projetado para um novo tipo de motorista em uma nova versão dos Estados Unidos. Reviva essa obra-prima das relações públicas em Lee Iacocca desvenda o Ford Mustang 

 

sexta-feira, 25 de março de 2011

CADILLAC 1950 A 1959

Para a maioria das pessoas, o nome Cadillac evoca imagens de carros repletos de dispositivos cromados, com rabo de peixe da "Fabulosa década de 50". E por que não?

O Cadillac Eldorado Biarritz 1959 encarnava os modelos extravagantes da década de 50. Veja mais

Esses Caddys eram a última expressão da prosperidade pós-guerra dos Estados Unidos. Para Detroit, os cadillacs eram algo ambicioso, o tributo em quatro rodas às novas maravilhas tecnológicas da "era do jato" e a vida boa prometida das casas ultramodernas cheias de conveniências para as novas, seguras e espaçosas comunidades suburbanas.
Era uma época na qual possuir um Cadillac assegurava status instantâneo como símbolo de riqueza e conquista. Elvis Presley tinha um Cadillac. Os magnatas da indústria também, as celebridades de Hollywood e até mesmo o herói de guerra e presidente dos EUA, Dwight Eisenhower.
Nenhuma outra marca de carros de luxo tinha esse poder sobre o público: não foi o Lincoln, não foi o Imperial da Chrysler e certamente não foi o Packard que caiu no esquecimento após 1958. E apesar do Lincoln e do Imperial terem provocado por desafios ocasionais, nenhum deles chegou nem perto de eclipsar as vendas ou o prestígio do Cadillac. Simplesmente, nas quatro décadas a partir de 1950, o Cadillac não teve nenhuma concorrência importante no mercado interno dos Estados Unidos.
É óbvio que o sucesso e as freqüentes extravagâncias do Cadillac na década de 50, tinham os seus caluniadores. Para essas pessoas, os Cadillacs eram duas toneladas de excesso desprezível, o resumo do "feio americano" e das "carroças arrogantes" de Detroit.
Um dos últimos presidentes do Banco Central Americano os chamou de "exuberância irracional". Mas todos os carros refletem o espírito do seu tempo e os Cadillacs atingiram o seu objetivo durante a década de 50. A única coisa melhor pode ter sido um "Cadillac de ouro maciço," o prêmio da heroína de uma peça de sucesso na Broadway e de um filme de Hollywood.
A Cadillac criou carros fantasiosos de dois lugares na década de 1950, incluindo este carro de exibição, o Cadillac La Espada 1959

A Cadillac apresentou vários carros de dois lugares na década de 1950.
O primeiro foi o Cadillac Le Mans 1953, que se parecia muito com o Cadillac Eldorado 1954 de linha, com distância entre eixos de 2,9 metros. Aquela mesma dimensão equipou o Cadillac El Camino cupê 1954 e o Cadillac La Espada 1959 conversível, que sinalizou o estilo do modelo de linha Cadillac 1955. Um Cadillac LeMans reestilizado também foi mostrado na Motorama de 1955.
O mais espantoso de todos foi o Cadillac Cyclone 1959, um modelo parecido com um foguete, com distância entre eixos de 2,6 metros, suspensão independente nas quatro rodas, construção em estrutura única e uma capota em forma de "bolha" de plástico transparente. O teto era revestido por dentro com prata vaporizada para resistir aos raios do sol e deslizava para fora quando a porta era aberta. E as portas eram do tipo deslizante e funcionavam eletricamente, como nas modernas minivans.
O Cyclone foi um presente de despedida do chefe de projetos da GM, Harley Earl, que se aposentou em 1958. Seu sucessor foi o seu substituto de longo tempo Bill Mitchell, que iria devolver o Cadillac a um estilo mais digno na década de 1960.
O futurista carro de exibição Cadillac Cyclone 1959 tinha capota de bolha e portas que deslizavam e abriam eletronicamente

Continuaremos nossa discussão sobre os Cadillacs da década de 50 com mais detalhes sobre os modelos de 1950, 1951, 1952 e 1953 na próxima página.
 

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PASSAGENS DO AUTOMOBILISMO XVI

Chico Serra a bordo de um Fittipaldi Cosworth no autódromo de Long Beach - Detroit nos Estados Unidos em 1982.

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