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segunda-feira, 28 de março de 2011

BRUCE MCLAREN

Bruce McLaren
  Piloto vitorioso na F1, nas 24 horas de Le Mans, campeão da Can-Am, além de engenheiro, desenhista inventor e, por final, fundador da marca McLaren e das respectivas equipes de Formula 1 e da Can-Am, Bruce Leslie McLAREN nasceu 30/08/1937 em Auckland, Nova Zelândia, e faleceu em um acidente enquanto testava em Goodwood o mais novo protótipo para a Can-Am, a McLaren M8D.
Bruce McLaren chegou à Inglaterra em 1958 por meio de uma espécie de bolsa de estudos promovida pela confederação de seu país e foi parar na equipe de John Cooper, começando pela F2. Ganhou com facilidade a categoria dos F2 no GP da Alemanha e no quinto na geral, bem no meio dos F1.
No ano seguinte já foi promovido para a equipe de F1 e logo venceu o GP dos EUA aos 22 anos, até então o vencedor mais jovem da história da categoria máxima do automobilismo. Embora a carreira de piloto de fábrica da Cooper ia bem, estava sempre buscando melhorias no desenho dos carros, o que nem sempre foi bem visto pelo próprio John Cooper. Com esta sede de construir suas próprias criações fundou em 1963 a empresa Bruce McLaren Motor Racing Ltd, enquanto continuava correndo pela Cooper. Grande euforia quando Bruce vence em casa no GP da Nova Zelândia em 1964.
Bruce McLaren, McLaren M8-Chevy Can Am
No final de 1965, após cinco prósperos anos, ele finalmente deixa a Cooper e lança a sua própria equipe contratando o conterrâneo Chris Amon como segundo piloto, depois sucedido pelo então campeão mundial Denis Hulme. Enquanto a equipe de F1 progredia, Bruce não perdeu a chance de guiar um Ford GT40 em Le Mans e foi vitorioso em 1966 fazendo dupla com Chris Amon. A consagração para a equipe McLaren veio só em 1968 com a vitória de Bruce no GP da Bélgica e com Hulme vencendo dois GPs naquela temporada.
Em paralelo Bruce McLaren descobriu a paixão pelos protótipos e preferiu competir na Can-Am, em vez do mundial de marcas, pelo fato do regulamento permitir motores Big Block quase indestrutíveis e prêmios milionários. A McLaren logo dominou o campeonato e ganhou o apelido “The-Bruce-and-Denny-Show”. E quando Dan Gurney se juntava à equipe não tinha lugar sobrando no pódio. E com todo este sucesso nos EUA Bruce já tinha começado a projetar uma McLaren para correr em Indianápolis. Embora todas as conquistas, que o visionário Bruce McLaren tinha colocado como metas da sua empresa, foram alcançadas, títulos na F1, vitórias nas 500 milhas de Indianápolis e 24 horas de Le Mans, Bruce não teve mais como presenciar tudo isto.
No dia 2 de junho de 1970 Bruce está ansioso para testar em Goodwood pela primeira vez o seu mais novo projeto, o então revolucionário McLaren M8D-Chevy que daria a continuação do domínio da Can-Am por mais uma temporada. Na longa reta do circuito no condado de Surrey, a mais de 250 km/h, o capô traseiro se solta de um lado, a violência do fluxo de ar desviado por baixo arranca o protótipo do chão, o M8D começa em pleno vôo a virar a direita, deixa a reta e acertou uma casinha de fiscal de pista ao lado da pista. Bruce McLaren morreu no impacto. Ele tinha 33 anos.



 
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quinta-feira, 24 de março de 2011

FORMULA 5000

A Fórmula 5000 surgiu nos Estados Unidos com o nome Fórmula A na segunda metade da década de 1960. Não era dissidência nem pretendia rivalizar com a F 1, mas apenas ser uma categoria de monopostos mais barata que esta última. Os motores eram de 5.000 cm³, necessariamente derivados de blocos de motores de produção normal. Os F 5000 tinham dimensões muito parecidas com os F 1, mas pesavam mais e eram ligeiramente menos potentes. Ainda no final dos anos 60, foi criado o campeonato europeu, que na verdade tinha umas 9 corridas disputadas na Inglaterra e no máximo três ou quatro em outros países. Na Europa, a F 5000 durou até 1976. Nos EUA e na Oceania, um ano ou dois mais.
2) É perfeitamente possível comparar os F 1 e os F 5000, já que naquela época havia corridas extra-campeonato de F 1 que admitiam a presença dos F 5000. E os F 5000 sequer ameaçavam os melhores F 1. Para você ter idéia, a penúltima vez que as duas categorias correram juntos foi na Corrida dos Campeões, em Brands Hatch, em 1974. A pole de James Hunt (Hesketh F 1) foi de 1min21s5, o e o melhor F 5000 no grid foi o Chevron de Peter Gethin - em 16º, com 1min35s5, oito segundos mais lento que o Ensign F 1 de Rikky von Opel, o 15º. Nas corridas, normalmente com dois terços da distância dos GPs, os F 5000 terminavam com uma ou duas voltas de atraso. Mas houve uma ocasião em que os F 1 foram derrotados: foi na Corrida dos Campeões de 1973, em Brands Hatch, em que Gethin, com um Chevron-Chevrolet, derrotou o McLaren de Denis Hulme por pouco mais de 3 segundos. Essa corrida, porém, foi bastante tumultuada por acidentes e Hulme só não andou mais porque teve problemas de embreagem no final da corrida.
3) A F 5000 era aberta a qualquer piloto, não importando se fosse vitorioso na F 1 (caso de Gethin, vencedor do GP da Itália de 1971), um jovem promissor ou um milionário cuja experiência anterior se limitasse a três corridas de Fórmula Vê. Esta foi uma das razões pelas quais não despertava grande interesse dos pilotos já estabelecidos na F 1, que escolhiam a F 2 ou o Mundial de Marcas para complementar sua renda. Mas muitos bons pilotos de F 1 passaram pela F 5000, como o próprio Gethin, Jody Scheckter (campeão norte-americano em 1973), Jackie Oliver e outros.
4) Surtees, Lola e Chevron foram os fabricantes mais assíduos na F 5000, mas marcas como Lotus, McLaren, Eagle e Shadow também fizeram chassis de F 5000. Quanto aos motores, eram Chevrolet em 90% dos casos.
5) A categoria era reconhecida pelas autoridades esportivas. Um esclarecimento: a FISA, braço esportivo da FIA, surgiu em 1979 e foi extinta no começo dos anos 90. Antes disso, a homologação dos campeonatos era feita pela CSI (Comissão Esportiva Internacional), também braço esportivo da FIA.
Por último: a participação de brasileiros na F 5000 foi muito restrita. Antônio Carlos Avallone correu na categoria em 1969 e 1970, e Ingo Hoffmann fez uma ou duas corridas em 1975. Emerson Fittipaldi testou um carro em 1971, apenas para matar a curiosidade.





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