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terça-feira, 29 de março de 2011

GRANDES RIVALIDADES - GILLES VILLENEUVE X DIDIER PIRONI

Esse é um novo post, na qual irei tratar de grandes rivalidades na fórmula 1. 
Irei começar com uma das melhores duplas de pilotos que a Ferrari teve nos anos 80, o "canadense maluco" Gilles Villeneuve e o françês "também maluco" Didier Pironi.Fiz postagem de ambos, mas este se refere expecificamente a rivalidade.
Para a temporada de 1981, a Ferrari contratou Didier Pironi, oriundo da Ligier para o lugar de Scheckter, que havia se retirado da categoria. O chassi 126 CK era um desastre, mas Villeneuve arrancou duas vitórias "impossíveis", em Mônaco e em Jarama, na qual lançou mão de toda sua habilidade. Pironi, por sua vez, teve como melhor resultado um 4º lugar e marcou apenas 9 pontos no campeonato.



Pironi e Villeneuve, 1981

Mas em 1982,a Ferrari construiu seu melhor monoposto dos anos 80, o 126 C2, e Villeneuve era um dos favoritos ao título daquele ano. Confiava naquilo que Enzo Ferrari lhe dissera antes da corrida de Monza, em 1979: "A Ferrari vai trabalhar para que você seja campeão". A relação com Pironi, que era muito boa, acaba no GP de San Marino. E este será um dos fatores que vão empurrar Villeneuve às circunstâncias que culminaram com o acidente fatal.
Um dos fatores foi o fato de Gilles não ter sido convidado para o casamento de Pironi, mesmo o facto de ter convidado para padrinho de casamento o director desportivo da equipa Marco Piccinini pode ter sido perfeitamente inocente, mas pode também ter sido uma manobra política que de certa forma resulta depois na falta de qualquer tipo de sanção aos acontecimentos de Imola, fato que o próprio Gilles se queixou várias vezes nas 2 semanas de vida que lhe restavam.
Depois chegou o Grande Prêmio de San Marino, que foi o auge da guerra política FISA/FOCA e 10 equipes discordavam da disputa entre a FISA e a FOCA e boicotaram o GP. Foram elas: Brabham, Williams, McLaren, Lotus, Ensign, March, Fittipaldi, Ligier, Arrows e Theodore. Disputaram a prova apenas Ferrari, Renault, Tyrrell, ATS, Osella, Toleman e Alfa-Romeo.
Nos treinos, domínio das Renault com Arnaux e Prost, mas durante a corrida, as duas Renaults abandonaram, e sobrou as duas Ferraris . Faltando algumas voltas para o fim, Villeneuve estava em primeiro e Pironi era o segundo colocado, os mecânicos mostraram a placa "SLOW" (que significa manter as posições), Pironi passou Villeneuve, mas Villeneuve achava que se tratava de um showzinho para a torcida, e depois o passou novamente. Faltando 1 ou duas voltas (se eu estiver errado, me corrijam), Pironi passa Villeneuve novamente e ficaria assim até receber a bandeirada.
Pódio de Ímola 82 (nota-se a "alegria" de Gilles)



Chega então o Gp da Bélgica, em Zolder, já conhecemos o que houve, Gilles, tenta bater o tempo de Pironi e acabou batendo no carro de Jochen Mass. Resultado: O carro capota várias vezes e Gilles é atirado pra fora do carro, em direção ao alabrado. Gilles morreu em consequência desse acidente.

Pironi e Villeneuve, durante os treinos em Zolder



Coube a Pironi retirar o capacete de Villeneuve apís o acidente


Bem, depois de algumas corridas, Pironi era o líder do campeonato, até chegar o chuvoso Gp da Alemanha, ele bate na traseira da Renault de Alain Prost (esse é o motivo que Prost odeia correr na chuva),Pironi quebra as duas pernas (e sua carreira se encerra), e ainda assim é vice-campeão mundial (empatado com John Watson da Mclaren) e perdendo o título pra Keke Rosberg (que venceu apenas uma corrida nessa temporada).
O que sobrou da Ferrari de Pironi
Passou- se os anos, Pironi ainda tentou voltar a Fórmula 1, pela Ligier e AGS(chegou a marcar bons tempos, porém não tinha condições de encarar uma corrida inteira) mas acabou se dedicando as corridas de barcos. Em 1987, quando estava disputando o título mundial de lanchas off-shore, ele sobre um acidente com sua lancha, custando a sua vida.
Didier Pironi
O mais curioso disso tudo,e que semanas depois da morte de Didier Pironi, nascem os filhos gêmeos do francês: Gilles e Didier.


........BIG BEAR........
 
 

quinta-feira, 24 de março de 2011

JACKY ICKX

Podem dizer o que quiserem de Ickx menos que ele foi um dos bons da Fórmula 1. Sem dúvida o belga merece um lugar entre os grandes pilotos de todos os tempos mas não pelo que fez na Fórmula 1.
Ele começou a correr pra valer na categoria em 68, aos 23 anos de idade, depois de fazer quatro corridas esparsas nas duas temporadas anteriores, pilotando inclusive um Fórmula 2. Era, de fato, raro que um piloto chegasse a Fórmula 1 tão jovem, mas as coisas estavam mundando na categoria.
Ickx entrou na Fórmula 1 pela chamada porta da frente - a Ferrari - mas numa fase em que a equipe italiana estava muito mal das pernas. Mesmo assim, Ickx ganha um trágico GP da França, disputado sob muita chuva e que registrou a morte do piloto Jo Schlesser. Terminou o ano em 4º no campeonato e passou para a Brabham. Muita gente previu um futuro róseo para o piloto.
69 é um ano de fácil domínio de Jackie Stewart e, mesmo terminando em 2º no campeonato, Ickx marca pouco mais da metade dos pontos do escocês.
Em 70, de volta a Ferrari, Ickx é de novo vice-campeão; ele não consegue superar o número de pontos acumulados por Jochen Rindt, que morreu três provas antes do final da temporada. Em termos de Fórmula 1, é isso. Nas temporadas seguintes, correndo com Ferrari, Lotus, McLaren (uma corrida), Iso, Williams, Ensign e Ligier, consegue apenas mais duas vitória e dois 4º lugares no campeonato até abandonar a categoria em 79.
Em compensação, Ickx encontra sua verdadeira vocação nas corridas de sport-protótipos. Correndo pela Ferrari em 72 e 73, ele vence numerosas corridas e, nos anos seguintes, continuará vencendo corridas de longa duração com carros da Porsche até meados dos anos 80, tendo se tornado inclusive o recordista de vitórias em Le Mans.
Mas era cedo para parar e Ickx passa a correr em raids, tendo vencido corridas importantes como o Paris Dakar uma ou duas vezes. Ele finalmente se aposenta, dando lugar à filha. Mas ela não é tão rápida quanto o pai…



===========BIG BEAR===========



FORMULA 5000

A Fórmula 5000 surgiu nos Estados Unidos com o nome Fórmula A na segunda metade da década de 1960. Não era dissidência nem pretendia rivalizar com a F 1, mas apenas ser uma categoria de monopostos mais barata que esta última. Os motores eram de 5.000 cm³, necessariamente derivados de blocos de motores de produção normal. Os F 5000 tinham dimensões muito parecidas com os F 1, mas pesavam mais e eram ligeiramente menos potentes. Ainda no final dos anos 60, foi criado o campeonato europeu, que na verdade tinha umas 9 corridas disputadas na Inglaterra e no máximo três ou quatro em outros países. Na Europa, a F 5000 durou até 1976. Nos EUA e na Oceania, um ano ou dois mais.
2) É perfeitamente possível comparar os F 1 e os F 5000, já que naquela época havia corridas extra-campeonato de F 1 que admitiam a presença dos F 5000. E os F 5000 sequer ameaçavam os melhores F 1. Para você ter idéia, a penúltima vez que as duas categorias correram juntos foi na Corrida dos Campeões, em Brands Hatch, em 1974. A pole de James Hunt (Hesketh F 1) foi de 1min21s5, o e o melhor F 5000 no grid foi o Chevron de Peter Gethin - em 16º, com 1min35s5, oito segundos mais lento que o Ensign F 1 de Rikky von Opel, o 15º. Nas corridas, normalmente com dois terços da distância dos GPs, os F 5000 terminavam com uma ou duas voltas de atraso. Mas houve uma ocasião em que os F 1 foram derrotados: foi na Corrida dos Campeões de 1973, em Brands Hatch, em que Gethin, com um Chevron-Chevrolet, derrotou o McLaren de Denis Hulme por pouco mais de 3 segundos. Essa corrida, porém, foi bastante tumultuada por acidentes e Hulme só não andou mais porque teve problemas de embreagem no final da corrida.
3) A F 5000 era aberta a qualquer piloto, não importando se fosse vitorioso na F 1 (caso de Gethin, vencedor do GP da Itália de 1971), um jovem promissor ou um milionário cuja experiência anterior se limitasse a três corridas de Fórmula Vê. Esta foi uma das razões pelas quais não despertava grande interesse dos pilotos já estabelecidos na F 1, que escolhiam a F 2 ou o Mundial de Marcas para complementar sua renda. Mas muitos bons pilotos de F 1 passaram pela F 5000, como o próprio Gethin, Jody Scheckter (campeão norte-americano em 1973), Jackie Oliver e outros.
4) Surtees, Lola e Chevron foram os fabricantes mais assíduos na F 5000, mas marcas como Lotus, McLaren, Eagle e Shadow também fizeram chassis de F 5000. Quanto aos motores, eram Chevrolet em 90% dos casos.
5) A categoria era reconhecida pelas autoridades esportivas. Um esclarecimento: a FISA, braço esportivo da FIA, surgiu em 1979 e foi extinta no começo dos anos 90. Antes disso, a homologação dos campeonatos era feita pela CSI (Comissão Esportiva Internacional), também braço esportivo da FIA.
Por último: a participação de brasileiros na F 5000 foi muito restrita. Antônio Carlos Avallone correu na categoria em 1969 e 1970, e Ingo Hoffmann fez uma ou duas corridas em 1975. Emerson Fittipaldi testou um carro em 1971, apenas para matar a curiosidade.





              BIG BEAR