Irei começar com uma das melhores duplas de pilotos que a Ferrari teve nos anos 80, o "canadense maluco" Gilles Villeneuve e o françês "também maluco" Didier Pironi.Fiz postagem de ambos, mas este se refere expecificamente a rivalidade.
Para a temporada de 1981, a Ferrari contratou Didier Pironi, oriundo da Ligier para o lugar de Scheckter, que havia se retirado da categoria. O chassi 126 CK era um desastre, mas Villeneuve arrancou duas vitórias "impossíveis", em Mônaco e em Jarama, na qual lançou mão de toda sua habilidade. Pironi, por sua vez, teve como melhor resultado um 4º lugar e marcou apenas 9 pontos no campeonato.

Pironi e Villeneuve, 1981
Mas em 1982,a Ferrari construiu seu melhor monoposto dos anos 80, o 126 C2, e Villeneuve era um dos favoritos ao título daquele ano. Confiava naquilo que Enzo Ferrari lhe dissera antes da corrida de Monza, em 1979: "A Ferrari vai trabalhar para que você seja campeão". A relação com Pironi, que era muito boa, acaba no GP de San Marino. E este será um dos fatores que vão empurrar Villeneuve às circunstâncias que culminaram com o acidente fatal.
Um dos fatores foi o fato de Gilles não ter sido convidado para o casamento de Pironi, mesmo o facto de ter convidado para padrinho de casamento o director desportivo da equipa Marco Piccinini pode ter sido perfeitamente inocente, mas pode também ter sido uma manobra política que de certa forma resulta depois na falta de qualquer tipo de sanção aos acontecimentos de Imola, fato que o próprio Gilles se queixou várias vezes nas 2 semanas de vida que lhe restavam.
Depois chegou o Grande Prêmio de San Marino, que foi o auge da guerra política FISA/FOCA e 10 equipes discordavam da disputa entre a FISA e a FOCA e boicotaram o GP. Foram elas: Brabham, Williams, McLaren, Lotus, Ensign, March, Fittipaldi, Ligier, Arrows e Theodore. Disputaram a prova apenas Ferrari, Renault, Tyrrell, ATS, Osella, Toleman e Alfa-Romeo.
Nos treinos, domínio das Renault com Arnaux e Prost, mas durante a corrida, as duas Renaults abandonaram, e sobrou as duas Ferraris . Faltando algumas voltas para o fim, Villeneuve estava em primeiro e Pironi era o segundo colocado, os mecânicos mostraram a placa "SLOW" (que significa manter as posições), Pironi passou Villeneuve, mas Villeneuve achava que se tratava de um showzinho para a torcida, e depois o passou novamente. Faltando 1 ou duas voltas (se eu estiver errado, me corrijam), Pironi passa Villeneuve novamente e ficaria assim até receber a bandeirada.
Pódio de Ímola 82 (nota-se a "alegria" de Gilles)
Chega então o Gp da Bélgica, em Zolder, já conhecemos o que houve, Gilles, tenta bater o tempo de Pironi e acabou batendo no carro de Jochen Mass. Resultado: O carro capota várias vezes e Gilles é atirado pra fora do carro, em direção ao alabrado. Gilles morreu em consequência desse acidente.
Pironi e Villeneuve, durante os treinos em Zolder
Coube a Pironi retirar o capacete de Villeneuve apís o acidente
Bem, depois de algumas corridas, Pironi era o líder do campeonato, até chegar o chuvoso Gp da Alemanha, ele bate na traseira da Renault de Alain Prost (esse é o motivo que Prost odeia correr na chuva),Pironi quebra as duas pernas (e sua carreira se encerra), e ainda assim é vice-campeão mundial (empatado com John Watson da Mclaren) e perdendo o título pra Keke Rosberg (que venceu apenas uma corrida nessa temporada).

O que sobrou da Ferrari de Pironi
Passou- se os anos, Pironi ainda tentou voltar a Fórmula 1, pela Ligier e AGS(chegou a marcar bons tempos, porém não tinha condições de encarar uma corrida inteira) mas acabou se dedicando as corridas de barcos. Em 1987, quando estava disputando o título mundial de lanchas off-shore, ele sobre um acidente com sua lancha, custando a sua vida.

Didier Pironi
O mais curioso disso tudo,e que semanas depois da morte de Didier Pironi, nascem os filhos gêmeos do francês: Gilles e Didier.
........BIG BEAR........


mas numa fase em que a equipe italiana estava muito mal das pernas. Mesmo assim, Ickx ganha um trágico GP da França, disputado sob muita chuva e que registrou a morte do piloto Jo Schlesser. Terminou o ano em 4º no campeonato e passou para a Brabham. Muita gente previu um futuro róseo para o piloto.
2) É perfeitamente possível comparar os F 1 e os F 5000, já que naquela época havia corridas extra-campeonato de F 1 que admitiam a presença dos F 5000. E os F 5000 sequer ameaçavam os melhores F 1. Para você ter idéia, a penúltima vez que as duas categorias correram juntos foi na Corrida dos Campeões, em Brands Hatch, em 1974. A pole de James Hunt (Hesketh F 1) foi de 1min21s5, o e o melhor F 5000 no grid foi o Chevron de Peter Gethin - em 16º, com 1min35s5, oito segundos mais lento que o Ensign F 1 de Rikky von Opel, o 15º. Nas corridas, normalmente com dois terços da distância dos GPs, os F 5000 terminavam com uma ou duas voltas de atraso. Mas houve uma ocasião em que os F 1 foram derrotados: foi na Corrida dos Campeões de 1973, em Brands Hatch, em que Gethin, com um Chevron-Chevrolet, derrotou o McLaren de Denis Hulme por pouco mais de 3 segundos. Essa corrida, porém, foi bastante tumultuada por acidentes e Hulme só não andou mais porque teve problemas de embreagem no final da corrida.
e Shadow também fizeram chassis de F 5000. Quanto aos motores, eram Chevrolet em 90% dos casos.