Três grandes personalidades em uma só foto. Jim Clark a esquerda, Graham Hill a direita e Damon Hill quando criança no centro.
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sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
JIM CLARK, O SENNA DA DECADA DE 60
Muitas coisas aproximam Senna e Clark, poucas a separam.
Em 63, ano do seu primeiro título, ele marcou quase duas vezes e meia o número de pontos do vice-campeão Graham Hill. Em 65, ano do segundo título, a diferença foi menor mas ainda assim marcante. Em 62, Clark foi vice mas longe do campeão – o mesmo Hill; em 64, Clark perdeu o campeonato por puro azar, na última volta da última corrida. Em 66 e 67, sem um bom motor em seu Lotus, não teve a menor chance. Em 68, ano em que morreu, até as pedras da pista sabiam que ele chegaria ao seu terceiro título.

* BIG BEAR *
Ambos, por exemplo, eram especialmente dotados para fazer voltas rápidas em treinos. Senna, como você deve saber, marcou 65 poles em 161 GPs – um aproveitamento de 40,3% -, enquanto Clark marcou 33 poles em 72 corridas - 45,8%.
Pelo fato de terem feito muitas poles e também por serem bons largadores, sendo capazes de tomar a ponta mesmo largando mais atrás no grid, ambos tiveram a oportunidade de liderar desde o início muitas corridas e se mostraram mortíferos quando dispunham desta vantagem.
Senna é o recordista absoluta na modalidade vitória de ponta a ponta
largando da pole: o fez por dezenove vezes. Sabe quem é o segundão? Clark, com treze vitórias. Considerando vitórias a partir da pole mas não de ponta a ponta, Senna ganhou 29 GPs e Clark 15. Mas note que uma comparação direta entre ambos neste quesito é um pouco prejudicada pela prática do reabastecimento nos tempos mais recentes, quando é quase impossível um piloto fazer um pitstop sem perder a liderança da corrida momentaneamente.
De qualquer forma, vale o meu raciocínio: largando na ponta, ambos eram difíceis de serem alcançados. Senna (cito dados de 2000) foi o piloto que mais km percorreu na liderança de GPs - 13 585 km -, Clark vinha em 4º neste ranking, com 10 160 km - mas note que Clark correu bem menos da metade das corridas de Senna.
Em três estatísticas Clark deixa Senna bem para trás
1) número de voltas mais rápidas em corrida: Clark 28 (é o 4º piloto deste ranking) ante 19 de Senna.
2) Número de hat trick (feito meio fora de moda, que externa pole, vitória e volta mais rápida): Clark 11 x Senna 7.
3) Grand Chelem (igualmente fora de moda, externa um hat trick mais vitória de ponta a ponta): Clark 8 (é o recordista absoluto do gênero) ante 4 de Senna.
1) número de voltas mais rápidas em corrida: Clark 28 (é o 4º piloto deste ranking) ante 19 de Senna.
2) Número de hat trick (feito meio fora de moda, que externa pole, vitória e volta mais rápida): Clark 11 x Senna 7.
3) Grand Chelem (igualmente fora de moda, externa um hat trick mais vitória de ponta a ponta): Clark 8 (é o recordista absoluto do gênero) ante 4 de Senna.
Detalhe que beira o sobrenatural: Clark e Senna têm exatamente a mesma média de pontos por GP: 3,81.
Clark talvez não fosse um piloto muito bom para terminar corridas quando não corria pela ponta. Talvez por isso, ele só venceu campeonatos onde dispunha de meios largamente superiores à oposição.
Você diria que Senna foi um bom piloto quando não tinha chances de vencer? Eu diria que sim, com raríssimas exceções. Senna fez algumas das suas corridas memoráveis exatamente em 93, dando ao McLaren Ford uma força que nenhum outro piloto no mundo seria capaz.
Outros traços em comum entre Clark e Senna: ambos eram hiper motivados, conheciam tudo sobre seus carros e eram totalmente integrados e dedicados às equipes. Coincidência ou não, ambos eram solteiros.
* BIG BEAR *
terça-feira, 22 de março de 2011
DENNIS HULME O “URSO”
Em 1968, com o título mundial no bolso, decide aceitar o convite da Mc Laren, para defender suas cores.
Para ser companheiro de equipe de Bruce Mc Laren (dono da equipe) A ideia era ajudar a desenvolver o carro e a equipe, em seus primórdios. Começou a temporada com o velho motor BRM H12, onde foi quinto em Kyalami (palco da última vitória de Jim Clark). Quando Bruce conseguiu os motores Cosworth, o carro passou a correr muito bem.
Bruce McLaren ganha em Spa Francochamps, e Dennis Hulme vence em Monza e Mont Tremblant, disputando o título mundial na prova final, na Cidade do México. Uma suspensão partida colocou um ponto final nas suas aspirações ao título, ganho por Graham Hill.
Hulme, por sua vez, ficou em terceiro lugar na classificação, com 33 pontos, duas vitórias e três pódios.
Nas outras categorias que disputou paralelamente em anos consecutivos, os resultados foram melhores, quarto nas 500 Milhas de Indianápolis, e ganha o seu primeiro campeonato de Can-Am, a bordo de um McLaren M8A, com três vitórias e 38 pontos no total.
A 4 de Outubro de 1992, disputava-se o Bathurst 1000, a prova mais importante do automobilismo australiano. No circuito de Mount Panorama, Hulme conduzia um BMW M3 pintada com as cores da tabaqueira Benson & Hedges. No meio da corrida, Hulme fica parado na curva berma, os socorristas vão ver o que se passa. Quando lá chegam, descobriram Hulme sentado no cockpit morto. O “Urso” tinha sofrido, aos 57 anos, um ataque cardíaco fatal.
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