Mostrando postagens com marcador niki lauda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador niki lauda. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de abril de 2011

FITTIPALDI, PIQUET, SENNA - CELEBRAÇÃO AO TALENTO

O que poderíamos falar sobre esses três gênios do automobilismo que já não foi dito ?
Ayrton, Émerson e Nelson deram nove títulos nas duas maiores categorias do automobilismo mundial ao Brasil (oito na F1 e um na F Indy). Elevaram nosso país ao topo absoluto de títulos mundiais na Fórmula 1 (sendo superados somente agora), ganhando oito vezes. Nenhum outro país, exceto a Inglaterra, berço do automobilismo mundial, conseguiu este feito (Os frescos e perfumados tem 9 titúlos na F1, contando com Jenson Button e Lewis Hamilton). O legado que esses três gênios deixaram, não tem preço. As alegrias que eles nos trouxeram em incontáveis domingos, são inesquecíveis. Fora os recordes dos três - que são impressionantes - a maneira como os conseguiram é o que chama a atenção. Cada um em sua época, todos eles venceram outros monstros sagrados nas pistas. Émerson nos anos 70, disputou contra Jackie Stewart, Niki Lauda e Ronnie Peterson. Nelson pegou pela frente Gilles Villeneuve, Niki Lauda, Alain Prost e o próprio Ayrton que, por sua vez, também enfrentou xiliquento Alain Prost e o leão imbecil Nigel Mansell.
O que eu tento fazer, mostrando um pequeno perfil de cada um deles, é uma celebração ao talento, numa tentativa de agradecê-los pelos momentos de emoção que nos proporcionaram. Nunca vamos esquecer...



 
 ........................BIG BEAR.........................



quarta-feira, 30 de março de 2011

OS 50 MELHORES DE TODOS OS TEMPOS DA F1, SEGUNDO A REVISTA TIMES

A revista de Times publica a seguinte lista dos melhores pilotos de sempre da Fórmula Um, discutível com certeza, mas não deixa de nomear para o pódio, aqueles que a história mitificou : Jim Clark, Ayrton Senna e Michael Schumacher. Juan Manuel Fangio, surge na sexta posição, o que não me parece nada justo. Não deixa de ser visível a valorização dos pilotos europeus neste Raking, face aos não europeus...É como se numa escala de 0 a10. os europeus já saem com 5, enquanto os não europeus começam com 0.
Ou seja um europeu "meia escala" (nota cinco) fica com nota 10 e se iguala a Senna que é nota 10.

1. Jim Clark (Inglaterra): 2 títulos
2. Ayrton Senna (Brasil): 3 títulos
3. Michael Schumacher (Alemanha): 7 títulos
4. Alain Prost (França): 4 títulos
5. Jackie Stewart (Inglaterra): 3 títulos
6. Juan Manuel Fangio (Argentina): 5 títulos
7. Stirling Moss (Inglaterra):
8. Fernando Alonso (Espanha): 2 títulos
9. Nigel Mansell (Inglaterra): 1 título
10. Mika Hakkinen (Finlandia): 2 títulos
11. Alberto Ascari (Italia): 2 títulos
12. Graham Hill (Inglaterra): 2 títulos
13. Kimi Raikkonen (Finlandia): 1 título
14. Niki Lauda (Austria): 3 títulos
15. Nelson Piquet (Brasil): 3 títulos
16. Jenson Button (Inglaterra): 1 título
17. James Hunt (Inglaterra): 1 título
18. Jochen Rindt (Austria): 1 título
19. Gilles Villeneuve (Canadá):
20. Jack Brabham (Australia): 3 títulos
21. Lewis Hamilton (Inglaterra): 1 título
22. Emerson Fittipaldi (Brasil): 2 títulos
23. Alan Jones (Australia): 1 títulos
24. Keke Rosberg (Finlandia): 1 título
25. Jacques Villeneuve (Canadá): 1 título
26. Mike Hawthorn (Inglaterra): 1 título
27. Mario Andretti (USA): 1 título
28.Bruce McClaren (Nova Zelandia)
29. John Surtees (Inglaterra): 1 título
30. Juan Pablo Montoya (Colombia)
31. Damon Hill (Inglaterra): 1 título
32. Denny Hulme (Nova Zelandia): 1 título
33. David Coulthard (Inglaterra)
34. Didier Pironi (França)
35. Ronnie Peterson (Suecia)
36. Felipe Massa (Brasil)
37. Jody Scheckter (Africa do Sul): 1 título
38. Rubens Barrichello (Brasil)
39. Jackie Ickx (Bélgica)
40. Carlos Reutemann (Argentina)
41. Tony Brooks (Inglaterra)
42. Phil Hill (USA): 1 título
43. Giuseppe Farina (Italia): 1 título
44. Jo Siffert (Suiça)
45. Lorenzo Bandini (Italia)
46. Gerhard Berger (Austria)
47. Dan Gurney (USA)
48. Clay Regazzoni (Suiça)
49. Peter Collins (Inglaterra)
50. Michele Alboreto (Italia)
Jenson Button, Alan Jones, Lewis Hamilton, Keke Rosberg, Damon Hill, David Coulthard, Gerhard Berger, Peter Collins, Michele Alboreto entre os 50 melhores do mundo, PALHAÇADA PORRA!!!!!!!



 
.....              BIG BEAR              .....



terça-feira, 29 de março de 2011

AYRTON SENNA É O MELHOR DA HISTÓRIA

Pesquisa realizada com 217 pilotos da F1 elegeu Ayrton Senna como o melhor piloto de todos os tempos. Fernando Alonso, o nono da lista, superou Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet 
 
 
 







Senna foi eleito por pilotos de F1 como o maior de todos os tempos


O tricampeão Ayrton Senna foi eleito o maior piloto de F1 de todos os tempos em uma pesquisa realizada pela revista inglesa "Autosport", com 217 pilotos da principal categoria do automobilismo mundial. Senna bateu o alemão Michael Schumacher e o argentino Juan Manuel Fangio na preferência dos competidores.

O espanhol Fernando Alonso foi o único piloto da atualidade que apareceu entre os dez maiores pilotos da F1. O bicampeão ficou na nona colocação, enquanto Emerson Fittipaldi, também com dois títulos, terminou em 12º, uma posição à frente do tricampeão Nelson Piquet.

De acordo com a publicação, os participantes da eleição possuem juntos 9.194 largadas na F1, com nada mesmo que 270 vitórias. Schumacher, sete vezes campeão do mundo, José Froilán González, contemporâneo de Fangio, e o atual campeão de 2009, Jenson Button, estiveram entre os eleitores.

Cada um fez sua lista dos dez maiores pilotos de todos os tempos da F1. O primeiro colocado de cada lista ganhava dez pontos, o segundo, nove, e assim sucessivamente até o décimo ganhar um. Com a soma de todos os pontos, chegou-se ao resultado final.

Clive Mason/Getty Images
Alonso superou Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet na lista dos melhores

Depois de Senna, Schumi e Fangio, os pilotos apontaram ainda Alain Prost, dono de quatro títulos mundiais, como o quarto melhor da história, seguido por Jim Clark, Jackie Stewart, Niki Lauda e Stirling Moss. O canadense Gilles Villeneuve foi considerado o décimo maior piloto da categoria na pesquisa.

Entre os pilotos em atividade, Lewis Hamilton surgiu na 17ª colocação. Kimi Raikkonen, campeão com a Ferrari em 2007, foi indicado como o 22º. O jovem Sebastian Vettel também foi lembrado e obteve a 26ª posição da lista. Já Button apareceu em 30º.








Lista dos dez primeiros e brasileiros da pesquisa:


1
Ayrton Senna

BRA
2
Michael Schumacher

ALE
3
Juan Manuel Fangio

ARG
4
Alain Prost

FRA
5
Jim Clark

ING
6
Jackie Stewart

ING
7
Niki Lauda

AUT
8
Stirling Moss

ING
9
Fernando Alonso

ESP
10
Gilles Villeneuve

CAN
12
Emerson Fittipaldi

BRA
13
Nelson Piquet

BRA 

domingo, 27 de março de 2011

CLAY REGAZZONI - ETERNO

Quero novamente fazer a minha homenagem a um veterano corajoso, mais um que pertenceu à aquela geração de pilotos polivalentes que ajudou a crescer a competição para aquilo que conhecemos hoje. A sua carreira foi longa, e teve um fim abrupto. Apesar de tudo, não deixou de competir e fazer o que gostava mais. O seu fim pareceu tão irónico, sabendo que escapou à morte por muitas vezes… Falo de Gianclaudio (ou se perferirem, Clay) Regazzoni.
Ao contrário do que se pensa, ele não era italiano de nascimento, mas sim suíço. Nasceu na cidade de Lugano, a 5 de Setembro de 1939. Começou a correr em 1963 e foi campeão europeu de Formula 2 em 1970. No mesmo ano estreou-se na Formula 1, no Grande Premio da Holanda, ao volante de um Ferrari. Na Áustria, acabou em segundo lugar, e na corrida seguinte, o Grande Premio de Itália, obteve a sua primeira vitoria, num fim de semana marcado pela trágica morte de Jochen Rindt, que viria a ser nesse ano o único campeão do mundo a titulo póstumo. No final dessa temporada alcançou 33 pontos e foi terceiro classificado, com uma vitória, quatro pódios, três voltas mais rápidas e uma pole-position, no México.

Em 1971, Clay consegue três terceiros lugares e uma pole, em Inglaterra. No final da temporada, os 13 pontos deram-lhe o sétimo lugar da geral. Em 1972, a Ferrari estava mal, e só conseguiu dois pódiuns, na Espanha e Alemanha. No final da temporada, manteve o sétimo posto do ano anterior, mas desta vez com 15 pontos.

Em 1973, decide ir para a BRM, onde conheceu um jovem austríaco, chamado Niki Lauda. Os dois tornam-se grandes amigos, e na Africa do Sul, Regazzoni esteve prestes a morrer queimado, quando o inglês Mike Hailwood o salvou, e recebeu a George Medal, a mais alta condecoração por bravura. Mas aparte disso, Regazzoni constatou que o carro não era competitivo, e conseguiu apenas dois pontos, apesar de uma pole-position na Argentina.
Em 1974, volta à Ferrari, e recomenda ao "Commendatore" a contratação de Lauda. Este acedeu e formaram uma das melhores duplas dos anos 70. Durante essa temporada, Reggazoni é presença regular no pódio, apesar de só ter ganho uma corrida, em Nurburgring. Quase ganhou o campeonato, mas um 11º lugar em Watkins Glen, devido a problemas de dirigibilidade, viu fugir o sonho do título para Emerson Fittipaldi. No final, consolou-se com o vice-campeonato, com 52 pontos, uma vitória, uma pole-position, três voltas mais rápidas e sete pódios.


Para 1975, “Regga” tinha boas esperanças para a conquista do campeonato, mas Lauda estava em melhor forma. Só ganhou em Monza, e teve mais dois pódios, para além de quatro voltas mais rápidas. Acabou a temporada em quinto na classificação geral, com 25 pontos. Continuou a correr pela marca do Cavalinho Rampante em 1976, mas apesar de um bom inicio de temporada, ganhando em Long Beach, partindo da pole-position, no final da temporada, foi substituído pelo argentino Carlos Reutmann. Terminou em quinto no campeonato, com 31 pontos, uma vitória, uma pole-position, duas voltas mais rápidas e quatro pódios.

Para 1977, arranjou lugar na Ensign, de Morris (Mo) Nunn onde o melhor que conseguiu fora dois quintos lugares e um sexto. Esses cinco pontos1978, mudou-se de armas de bagagens para a Shadow, onde não conseguiu melhor do que dois quintos lugares. Quatro pontos que lhe deram o 17º lugar da geral.

Em 1979, nova mudança, para a Williams. Contratado para o lugar de segundo piloto, aliou a sua veterania (tinha quase 40 anos) com rapidez, e no Mónaco foi segundo, muito perto do vencedor, o Ferrari de Jody Scheckter. E em Silverstone, vai ser ele a fazer história, quando dá a Frank Williams a primeira vitória da equipa, numa corrida onde tudo estava feito para o seu companheiro Alan Jones. Contudo, essa vitória foi comemorada com sumo de laranja, por deferência aos seus patrocinadores sauditas…

No resto da temporada, Regazzoni consegue mais três pódios e duas voltas mais rápidas, terminando a temporada em quinto lugar, com 29 pontos. Apesar desta boa temporada, ele não fica na Williams, que contrata… Carlos Reutmann.

Sem um carro competitivo, Regazzoni volta para a Ensign em 1980, aos 40 anos. Na quarta prova do campeonato, o Grande Premio de Long Beach, Regazzoni sofreu um acidente grave, que provocou a paralisia dos seus membros inferiores. O acidente deveu-se a uma falha de travões, e bateu no carro de Ricardo Zunino, que estava parado, devido a uma falha dos organizadores, que o deviam ter retirado do local. Depois do acidente, Regazzoni processou os organizadores do Grande Prémio, devido às suas evidentes falhas de segurança. Os organizadores ganharam o processo.

A sua carreira ficou assim: 139 Grandes Prémios, em 11 temporadas, cinco vitórias, cinco pole-positions, 15 voltas mais rápidas, 28 pódios, 209 pontos válidos em 212 obtidos.


Mesmo assim, após o fim da sua carreira não deixou de estar activo. Readquiriu a licença de condução, participou em varias corridas, como o Paris-Dakar, em carros e camiões, nas 24 Horas de Le Mans, entre outras actividades, sempre relacionadas com a deficiência física, como uma escola de condução especial, bem como várias campanhas de sensibilização rodoviária.
Acerca da sua paralisia, afirmava filosoficamente: "Vês crianças com cancro, e ficas com vergonha — vais ter muitos bons anos de vida pela frente, coisa que eles não vão ter. Não posso andar, mas posso guiar o meu Ferrari, tenho a minha escola de condução para deficientes, posso correr. Já não estou mais desesperado." Foi também comentador de Formula 1 em canais de TV suíços e italianos, e em 1982 escreveu a sua autobiografia: "E questione di cuore".
Morreu a 15 de Dezembro de 2006, num acidente nos arredores de Parma, quando voltava do Salão de Bolonha. Suspeitou-se de um ataque cardíaco, mas a autópsia excluiu tal hipótese. Tinha 67 anos.
Para finalizar: quando Nigel Roebruck, lendário jornalista do Autosport inglês, perguntou no final de 1979, a razão pelo qual ainda corria aos 40 anos, ele respondeu: “Adoro a Formula 1 e adoro guiar carros de competição. Se é assim então para quê parar?”. Era mesmo uma questão de paixão…
 __________BIG BEAR__________




quinta-feira, 24 de março de 2011

NIKI LAUDA





Um de meus pilotos favoritos de todos os tempos, Niki Lauda. Muitos não o viram correr, sabem apenas que foi um multi campeão, que sofreu um acidente gravíssimo e que tem uma empresa aérea. Bom, deixa eu tentar explicar de forma subjetiva (meu ponto de vista) e objetiva (dados, números) o homem Andreas Nikolaus Lauda.Neto de um espanhol da Galícia que se radicou na Austria, Lauda vem de uma rica e aristocrática família de vienenses. Um adolescente rico numa sociedade afluente, péssimo aluno procurando algum sentido na vida, tropeçou no automobilismo meio sem querer, conforme narra em seu livro autobiográfico " To hell and back". Seu avô tinha uma enorme mansão com criados em Viena, propriedades em diversos outros lugares, inclusive uma em Saint Moritz (point dos ricos de verdade). Sua presença intimidava nosso jovem Niki, e uma de suas mais notáveis características era o ódio que nutria aos socialistas. Um dia aos doze anos de idade, Niki assistiu ao seu avô recebendo uma comenda de uma autoridade austríaca na TV, um político socialista. Sem entender bem o porque daquilo, nosso herói escreveu uma carta ao avô demandando explicações. Quando se encontram pessoalmente pela primeira vez, o velho tirou a carta do bolso e leu palavra por palavra, linha por linha, dando um tremendo esculacho no pequeno e insolente neto. A partir desse dia Niki, revoltado, decidiu ser diferente e seguir seu próprio caminho na vida, buscando mais consistência e coerência entre palavras e ações.
Sempre gostou de carros e brincava com velhos fuscas e outros calhambeques. Começou a correr num Mini em provas de subida de montanha, e nessa época, Jochen Rindt, um austríaco, tornou-se um ídolo na Áustria. O ídolo de Lauda no entanto, era Jim Clark, ele alega não se identificar com a pessoa de Rindt. Quando Clark morreu ele ficou arrasado. Começou a correr de Formula 3, batendo mais que terminando as corridas e viajando pela Europa como um cigano. Num determinado momento, fez um empréstimo bancário para poder competir na Formula 2, na equipe March. Estreou pela mesmo no Grande Prêmio da Àustria de Formula 1 em Zeltweg em 1971. Assinou com a equipe para 1972, e corria também pela BMW no campeonato europeu de carros esporte. Seus prêmios iam direto para pagar o posto na equipe March. Me lembro de quando ele estreou e em particular seu primeiro ano, 1972, importante para nós brasileiros, pois foi o ano do primeiro título de Emerson. Lauda era muito mais lento que Peterson, mas os carros da March naquela temporada eram uma bomba. Uma passagem interessante é quando ele testa o March 721X pela primeira vez, modelo derivado do Formula 2, e diz a equipe que o carro é muito ruim. O primeiro piloto Peterson não concordou e toda a equipe passou a duvidar de Lauda, mas quando o carro realmente se mostrou uma bomba, este decidiu confiar mais em si mesmo e em suas qualidades técnicas. No final daquele ano ele estava falido e usou de um artifício para conseguir um lugar na equipe BRM, já decadente: mentiu a Louis Stanley, que teria o patrocínio de um importante banco aústriaco. Comecou a temporada e foi melhorando, a ponto de Stanley perdoar-lhe pela mentira, quando descobriu, e conseguiu terminar o ano. Só que para 1974, foi convidado pelo Comendadore Ferrari para ser companheiro do suiço Regazzoni que regressava a Ferrari, após um ano traumático na BRM. Por indicação de Regazzoni conseguiu seu lugar na Ferrari e já em sua estréia conseguiu um segundo lugar. Venceu duas corridas naquela temporada e terminou em quarto no campeonato, novamente vencido por Emerson, agora de Mclaren. Em 1975 Lauda não deu chances aos seus adversários, vencendo o título pela primeira vez e recuperando a Ferrari após anos de ostracismo.
Mas o grande teste de caráter viria no ano de 1976. Lauda caminhava tranquilo para seu bi campeonato até que um gravíssimo acidente em Nurburgring durante a realização do GP da Alemanha, quase o matou. Queimou-se gravemente, chegou a receber a extrema unção no hospital, mas recuperou-se, e apesar do rosto terrivelmente queimado, voltou a pilotar apenas seis semanas após o acidente, mesmo com dores terríveis. Chegando à última etapa do campeonato no Japão, Lauda decide abandonar a corrida embaixo de uma chuva terrível, dando mais valor à própria vida do que a um segundo título que era quase certo. Com isso, James Hunt ultrapassou-o na contagem dos pontos e sagrou-se campeão. Lauda foi massacrado pela imprensa italiana, mas não se deixou abalar, e venceu com sobras o título de 1977.
Decidiu sair da Ferrari e assinou com a Brabham de Bernie Ecclestone por uma fortuna. Em 1978 a Lotus com Andretti e Peterson e seu incrível Lotus 78 não tinham adversários. Até que a genialidade de Gordon Murray, projetista da Brabham produzisse o "Fan Car" - carro ventilador, com o qual Lauda destruiu a oposição no GP da Suécia. O carro foi prontamente proibido. Para a temporada de 1979 um desmotivado Lauda ainda teve que enfrentar um jovem e audacioso companheiro de equipe, um certo Nelson Piquet. O ano foi ruim, os carros eram velozes mas quebravam muito, e antes do final do ano, Lauda decidiu abandonar as corridas de vez. Isso foi um choque na época, pois ele fez tudo do jeito Lauda de agir: sem alarde, sem emoções, apenas foi embora.
Montou uma empresa aérea, Lauda Air, que foi vítima de várias manobras de outras companhias para desestabilizá-lo, e após alguns anos como empresário, foi tentado a abandonar a aposentadoria e voltar a competir pela Mclarem por um contrato milionário. Voltou, venceu o título em 1984 contra um jovem e motivadíssimo Prost e no final de 1985, abandonou novamente. Sua inteligência superior sobressai-se no livro, seu relato é minucioso e muito cerebral. Calculista, sabia manobrar as circunstâncias a seu favor e sempre desestabilizar seus adversários com o poder de seu intelecto diferenciado. Nunca o achei arrogante, e sim um verdadeiro campeão. Hoje, administra sua segunda empresa aérea, Niki Air, viaja pelo mundo e com certeza analisa muito bem o estado de coisas na Formula 1, onde aliás voltou brevemente como chefe da equipe Jaguar no começo desta década.


..............BIG BEAR.............

PILOTOS DE ENZO

Quantos aos jovens pilotos descobertos pelo velho Enzo cito assim de pronto Mike Hawthorn, Chris Amon, Jacky Ickx, Clay Regazzoni, Niki Lauda (este já com alguns anos de experiência nas costas mas que só explodiu mesmo na equipe), Gilles Villeneuve, Stephan Johansson e Jean Alesi (mesmo caso de Lauda). Se forçar a memória, poderia lembrar de outros mais mas fico por aqui.
Na Ferrari era mais comum vermos correndo jovens promissores do que medalhões. É verdade que a Ferrari contratou Fangio quando ele já era tricampeão e também, mesmo caso de Alain Prost, após a morte de seu fundador, mas a equipe nunca se deu particularmente bem com eles. O motivo: Enzo amava, antes de tudo e todos, os seus carrinhos vermelhos.



...................BIG BEAR...................




segunda-feira, 21 de março de 2011

OS 19 MAIORES VENCEDORES DE GRANDES PREMIOS DA FORMULA 1

1º Michael Schumacher - 91 vitórias
2º Alain Prost - 51
3º Ayrton Senna - 41
4º Nigel Mansell - 31
5º Jackie Stewart - 27
6º Jim Clark - 25
6º Niki Lauda - 25
8ºJuan Manuel Fangio - 24
9º Nelson Piquet - 23
10º Demon Hill - 22
11º Fernando Alonso - 21
12º Mika Hakkinen - 20
13º Kimmi Raikkonen - 17
14º Stirling Moss - 16
15º Emerson Fittipaldi - 14
15º Jack Brabham - 14
15º Graham Hill - 14
18º Alberto Ascari -13
18º David Coulthard -13





...................BIG BEAR...................