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sexta-feira, 8 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
FITTIPALDI, PIQUET, SENNA - CELEBRAÇÃO AO TALENTO
O que poderíamos falar sobre esses três gênios do automobilismo que já não foi dito ?
Ayrton, Émerson e Nelson deram nove títulos nas duas maiores categorias do automobilismo mundial ao Brasil (oito na F1 e um na F Indy). Elevaram nosso país ao topo absoluto de títulos mundiais na Fórmula 1 (sendo superados somente agora), ganhando oito vezes. Nenhum outro país, exceto a Inglaterra, berço do automobilismo mundial, conseguiu este feito (Os frescos e perfumados tem 9 titúlos na F1, contando com Jenson Button e Lewis Hamilton). O legado que esses três gênios deixaram, não tem preço. As alegrias que eles nos trouxeram em incontáveis domingos, são inesquecíveis. Fora os recordes dos três - que são impressionantes - a maneira como os conseguiram é o que chama a atenção. Cada um em sua época, todos eles venceram outros monstros sagrados nas pistas. Émerson nos anos 70, disputou contra Jackie Stewart, Niki Lauda e Ronnie Peterson. Nelson pegou pela frente Gilles Villeneuve, Niki Lauda, Alain Prost e o próprio Ayrton que, por sua vez, também enfrentou xiliquento Alain Prost e o leão imbecil Nigel Mansell.
O que eu tento fazer, mostrando um pequeno perfil de cada um deles, é uma celebração ao talento, numa tentativa de agradecê-los pelos momentos de emoção que nos proporcionaram. Nunca vamos esquecer...

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sexta-feira, 25 de março de 2011
PIQUET X SENNA
Andei (re)lendo alguns livros de Formula1 ultimamente. Reli o livro "Na Reta de Chegada" do Gehard Berger, em particular o capítulo chamado "Convivência com Senna" Andei lendo umas opiniões de Piquetistas em blogs e foruns e lembrando de umas entrevistas sobre Senna. Pensando nisso tudo, tenho umas considerações a fazer:
Muito se diz que o Piquet dava um baile em Senna, quando o assunto é "acerto de carro". Piquet, como todos sabem, viveu e cresceu em ofinicas mecânicas, de modo que é natural que ele se envolvesse na mecânica da Formula 1. Senna tinha uma formação diferente, talvez sua experiência em mecânica tenha sido apenas o contato com o Tchê, seu preparador de karts, e mais tarde, nos tempos em que corria na Inglaterra, quando começou sua 'aventura européia'.
Em seu livro, há um trecho em que o Berger comenta sobre como o porque considerava Senna melhor do que ele. Uma das razões, segundo Berger, que conviveu com Senna na McLaren por 3 temporadas, era que "ele prestava muita atenção nos assuntos técnicos, tendo, portanto, mais conhecimentos e sendo mais bem-sucedidos em suas regulagens". Em outro trecho, ele comenta que "Senna virava um estabilizador de um lado para o outro dez vezes antes de deixar que o instalassem no carro."
Há um bom tempo, vi uma entrevista onde estavam levantando algumas hipóteses sobre o porque Senna ser tão bem nos treinos. Um dos entrevistados lembrou que um dos hobbies favoritos de Senna era o aeromodelismo. Ele ressaltou que é difícil fazer uma dessas miniaturas voarem. O ajuste das asas, dos aierlons, dos flaps é bem minucioso, e talvez isso seja um dos ingredientes da receita do sucesso de Senna.
Penso que o termo 'acertador de carro' funciona bem para ambos. Piquet, era um ótimo acertador de carros, num tempo onde a mecânica contava bastante, talvez mais do que a aerodinâmica. Senna, numa época em que os McLarens eram imbatíveis, por causa do excelente motor Honda, que quase nunca o deixou a pé nem ele, nem Prost.
Talvez essa rivalidade que existe entre Sennistas e Piquetistas tenha começado apenas por causa da rivalidade entre os dois, não nas pistas, mas nas palavras, nada amigavéis entre ambos. E não começou pela maldade de Piquet. Foi uma "invenção" de algum reporter que se aproveitou de uma declaração debochada de Piquet. (Piquet teria falado da maneira mais inocente possivel, como a gente fala numa mesa de bar, entre os amigos) "ah.. aquele viado não quer correr..." e no dia seguinte os jornais estampavam: "Piquet questiona opção sexual de Senna". Sensacionalismo puro.
GRANDE PREMIO DA EUROPA 1985 - BRANDS HATCH
Disputada em Brands Hatch, Inglaterra a corrida debaixo de muita chuva, que decidiu o título mundial em favor do francês Alain Prost. Foi o primeiro na história que teve dobradinha brasileira na primeira fila, Senna pole, Piquet em segundo. Na corrida, Senna saiu na frente, seguido por Rosberg, Piquet e Mansell.
Senna [Lotus] largou na pole e ao tentar defender a posição quando Rosberg [Williams] tentou ultrapassa-lo, tocou em Rosberg rodou e teve que ir trocar um pneu furado. Piquet [Brabham], que vinha logo atrás, não teve como desviar e bateu no finlandês. Rosberg retorna à pista bem na frente do Senna, que vinha sendo atacado por Mansell [Williams]. Rosberg atrapalha Senna na curva, que acaba perdendo tração na saída e é ultrapassado por Mansell, que assim conseguiu sua primeira vitória na carreira na sua 72ª corrida disputada.
Rosberg conseguiu continuar, parando nos boxes, voltando em último e se recuperando espetacularmente (o que não era de seu feitio) até ficar em 3º. Prost [Mc Laren], correndo tranquilo, pelos pontos como sempre fazia, não era um piloto guerreiro, aguerrido nem tampouco agressivo que lutava não pela vitória quando o 4º lugar era bom para ele, obviamente não lutou para galgar mais posições e acabou ficando mesmo em 4º, mas mesmo assim foi convidado a subir ao pódio para celebrar seu título, o que eu achei uma tremenda babaquisse e puxação de saco.
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quinta-feira, 24 de março de 2011
NIGEL MANSELL O “LEÃO”
Nigel Mansell começou a sua carreira no ano de 1968, quando começou a disputar provas de kart até o ano de 1975. Nesse período, Mansell conquistou 15 títulos e chamou a atenção de equipes da Fórmula Ford. No ano seguinte após um longo período de negociações e contra a vontade do pai, o inglês estreou na F-Ford e venceu seis das nove corridas que disputou. Mesmo com esse grande desempenho O Leão não estava com a sua vaga na categoria garantida para o ano seguinte, pois não tinha um bom patrocino.
Com isso, Nigel vende sua casa para poder correr no ano seguinte.Em 1977,em seu segundo ano de F-Ford, Mansell sofreu um grave acidente em Brands Hatch, em que quebrou o pescoço. Os médicos disseram para o inglês que ele não poderia correr nunca mais, devido a sua grave lesão, mas demonstrando ter uma grande força de vontade e muita ajuda divina, Mansell se recuperou de forma impressionante e voltou às pistas no mesmo ano e ainda por cima foi o campeão da temporada.
No ano seguinte, o Leão mudou de categoria e passou a correr na Fórmula 3. Em sua primeira temporada em uma carro não muito competitivo, Mansell conquistou apenas uma pole e um segundo lugar, ambos em Silverstone.
Em 1979, com um carro competitivo, conquistou sua primeira vitória na categoria, também em Silverstone, mas após sofrer um acidente em que quebrou a coluna, Nigel não pode lutar pelo título e ficou em 8º lugar na temporada. Nesse mesmo ano, Mansell fez um teste para a equipe Lotus na F-1 e foi contratado como piloto de testes do time inglês para 1980.
Mansell desmaia após empurrar seu carro quando liderava a prova e qubra (Grande Premio dos Eua - 1980)
No ano seguinte, agora na equipe Williams, de Franck Williams, Mansell conquistou as suas duas primeiras vitórtias na Formula1 e terminou a temporada em sexto lugar, com 31 pontos ganhos. A temporada de 1986 foi marcada pelo intenso duelo entre Mansell, Piquet, Senna e Prost. Nigel chegou a última etapa daquele ano na liderança do Mundial, mas um erro de estratégia dele e da equipe fizeram com que o inglês perdesse o título para Alain Prost. Mansell terminou o ano com o vice-campeonato, obtendo 70 pontos.
Com um carro bem melhor que da concorrência, enfim Mansell conquistou seu tão sonhado título, vencendo 9 corridas e somando108 pontos. Após se tornar campeão, o inglês anunciou sua aposentadoria da Formula1 e foi para a Formula Indy.
Senna e Mansell
Em 1993, Mansell entrou para a história ao se tornar o primeiro estrangeiro campeão em seu ano de estréia na Fórmula Indy, vencendo o brasileiro Emerson Fittipaldi.
Senna e Mansell
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