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quarta-feira, 30 de março de 2011

AS GRANDES SAFADEZAS DA FORMULA 1


Alain Prost e Ayrton Senna – GP do Japão em 1989
Os dois arquirrivais e companheiros de equipe disputavam o título mundial em Suzuka. Prost retardou a freada, fechando Senna. O acidente foi inevitável. Senna ainda voltou a pista e venceu, mais foi desclassificado por ter recebido ajuda dos fiscais de prova. O título ficou com o francês e a rivalidade se acirrou, chegando a receber o título de “III Guerra Mundial”.
Alain Prost e Ayrton Senna – GP do Japão em 1990
De novo em Suzuka, Prost e Senna alinhavam seus carros para disputar mais um título mundial. Desta vez, o “vilão” foi Senna. O brasileiro não freou sua McLaren na largada e atingiu a Ferrari de Prost. Resultado: ambos abandoram antes de completar a primeira volta e Senna foi tricampeão mundial.
Michael Schumacher e Damon Hill – GP da Austrália 1994O jovem alemão da Benetton chegou a Austrália com um ponto de vantagem sobre Damon Hill da Williams. Mostrando seu lado “Dick Vigarista”, Schumacher escapou da pista de propósito e depois jogou seu carro contra Hill, causando o abandono de ambos. E por um ponto, Schumacher ganhou seu primeiro mundial.
Michael Schumacher e Jacques Villenueve – GP da Europa 1997
Mais uma vez aflorou o lado “dark” do alemão. Porém, desta vez ele se deu mal. Na última corrida da temporada de 1997, em Jerez de la Frontera, Schumacher tentou jogar Jacques Villenueve da Williams para fora da pista, mas não obteve êxito. Após a prova ele foi desclassficado do campeonato e viu o canadense ser coroado campeão.

Michael Schumacher e Rubens Barrichello- GP da Áustria 2002
Talvez um dos momentos mais ridículos da história da categoria. Rubens Barrichello liderou quase toda a prova e abriu a última volta para vencer pela segunda vez na carreira. O brasileiro porém, recebe ordens da Ferrari para deixar o alemão passar. Na última curva o Barrichello diminui e Schumacher passa. O público austríaco vaia a atitude da equipe italiana e deixa a dupla ferrarista constrangida.
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segunda-feira, 28 de março de 2011

NELSON PIQUET ERA BOM DE CHUVA?

Piquet teve pouca sorte em corridas com chuva. Mas há pelo menos uma atuação memorável dele nessas condições: o GP de San Marino de 1981. Ele era o 5º no grid, caiu para 9º na primeira volta e foi se recuperando até ganhar a corrida.

Habilidade para guiar na chuva, portanto, não lhe faltava. Mas em pelo menos três ocasiões (EUA 1979, Brasil 1981 e Alemanha 1988) ele arriscou sair com slicks, apostando que a chuva pararia. Perdeu todas essas apostas.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PIQUET X SENNA

Andei (re)lendo alguns livros de Formula1 ultimamente. Reli o livro "Na Reta de Chegada" do Gehard Berger, em particular o capítulo chamado "Convivência com Senna"  Andei lendo umas opiniões de Piquetistas em blogs e foruns e lembrando de umas entrevistas sobre Senna. Pensando nisso tudo, tenho umas considerações a fazer:
Muito se diz que o Piquet dava um baile em Senna, quando o assunto é "acerto de carro". Piquet, como todos sabem, viveu e cresceu em ofinicas mecânicas, de modo que é natural que ele se envolvesse na mecânica da Formula 1. Senna tinha uma formação diferente, talvez sua experiência em mecânica tenha sido apenas o contato com o Tchê, seu preparador de karts, e mais tarde, nos tempos em que corria na Inglaterra, quando começou sua 'aventura européia'.
Em seu livro, há um trecho em que o Berger comenta sobre como o porque considerava Senna melhor do que ele. Uma das razões, segundo Berger, que conviveu com Senna na McLaren por 3 temporadas, era que "ele prestava muita atenção nos assuntos técnicos, tendo, portanto, mais conhecimentos e sendo mais bem-sucedidos em suas regulagens". Em outro trecho, ele comenta que "Senna virava um estabilizador de um lado para o outro dez vezes antes de deixar que o instalassem no carro."
Há um bom tempo, vi uma entrevista onde estavam levantando algumas hipóteses sobre o porque Senna ser tão bem nos treinos. Um dos entrevistados lembrou que um dos hobbies favoritos de Senna era o aeromodelismo. Ele ressaltou que é difícil fazer uma dessas miniaturas voarem. O ajuste das asas, dos aierlons, dos flaps é bem minucioso, e talvez isso seja um dos ingredientes da receita do sucesso de Senna.
Penso que o termo 'acertador de carro' funciona bem para ambos. Piquet, era um ótimo acertador de carros, num tempo onde a mecânica contava bastante, talvez mais do que a aerodinâmica. Senna, numa época em que os McLarens eram imbatíveis, por causa do excelente motor Honda, que quase nunca o deixou a pé nem ele, nem Prost.
Talvez essa rivalidade que existe entre Sennistas e Piquetistas tenha começado apenas por causa da rivalidade entre os dois, não nas pistas, mas nas palavras, nada amigavéis entre ambos. E não começou pela maldade de Piquet. Foi uma "invenção" de algum reporter que se aproveitou de uma declaração debochada de Piquet.  (Piquet teria falado da maneira mais inocente possivel, como a gente fala numa mesa de bar, entre os amigos) "ah.. aquele viado não quer correr..." e no dia seguinte os jornais estampavam: "Piquet questiona opção sexual de Senna". Sensacionalismo puro.
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GRANDE PREMIO DA EUROPA 1985 - BRANDS HATCH

Disputada em Brands Hatch, Inglaterra a corrida debaixo de muita chuva, que decidiu o título mundial em favor do francês Alain Prost. Foi o primeiro na história que teve dobradinha brasileira na primeira fila, Senna pole, Piquet em segundo. Na corrida, Senna saiu na frente, seguido por Rosberg, Piquet e Mansell.
Senna [Lotus] largou na pole e ao tentar defender a posição quando Rosberg [Williams] tentou ultrapassa-lo, tocou em Rosberg rodou e teve que ir trocar um pneu furado. Piquet [Brabham], que vinha logo atrás, não teve como desviar e bateu no finlandês. Rosberg retorna à pista bem na frente do Senna, que vinha sendo atacado por Mansell [Williams]. Rosberg atrapalha Senna na curva, que acaba perdendo tração na saída e é ultrapassado por Mansell, que assim conseguiu sua primeira vitória na carreira na sua 72ª corrida disputada.
Rosberg conseguiu continuar, parando nos boxes, voltando em último e se recuperando espetacularmente (o que não era de seu feitio) até ficar em 3º. Prost [Mc Laren], correndo tranquilo, pelos pontos como sempre fazia, não era um piloto guerreiro, aguerrido nem tampouco agressivo que lutava não pela vitória quando o 4º lugar era bom para ele, obviamente não lutou para galgar mais posições e acabou ficando mesmo em 4º, mas mesmo assim foi convidado a subir ao pódio para celebrar seu título, o que eu achei uma tremenda babaquisse e puxação de saco.
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quinta-feira, 24 de março de 2011

NIGEL MANSELL O “LEÃO”

Nigel Mansell começou a sua carreira no ano de 1968, quando começou a disputar provas de kart até o ano de 1975. Nesse período, Mansell conquistou 15 títulos e chamou a atenção de equipes da Fórmula Ford. No ano seguinte após um longo período de negociações e contra a vontade do pai, o inglês estreou na F-Ford e venceu seis das nove corridas que disputou. Mesmo com esse grande desempenho O Leão não estava com a sua vaga na categoria garantida para o ano seguinte, pois não tinha um bom patrocino.

Com isso, Nigel vende sua casa para poder correr no ano seguinte.Em 1977,em seu segundo ano de F-Ford, Mansell sofreu um grave acidente em Brands Hatch, em que quebrou o pescoço. Os médicos disseram para o inglês que ele não poderia correr nunca mais, devido a sua grave lesão, mas demonstrando ter uma grande força de vontade e muita ajuda divina, Mansell se recuperou de forma impressionante e voltou às pistas no mesmo ano e ainda por cima foi o campeão da temporada.
No ano seguinte, o Leão mudou de categoria e passou a correr na Fórmula 3. Em sua primeira temporada em uma carro não muito competitivo, Mansell conquistou apenas uma pole e um segundo lugar, ambos em Silverstone.

Em 1979, com um carro competitivo, conquistou sua primeira vitória na categoria, também em Silverstone, mas após sofrer um acidente em que quebrou a coluna, Nigel não pode lutar pelo título e ficou em 8º lugar na temporada. Nesse mesmo ano, Mansell fez um teste para a equipe Lotus na F-1 e foi contratado como piloto de testes do time inglês para 1980.
Mansell desmaia após empurrar seu carro quando liderava a prova e qubra (Grande Premio dos Eua - 1980)
No ano seguinte, agora na equipe Williams, de Franck Williams, Mansell conquistou as suas duas primeiras vitórtias na Formula1 e terminou a temporada em sexto lugar, com 31 pontos ganhos. A temporada de 1986 foi marcada pelo intenso duelo entre Mansell, Piquet, Senna e Prost. Nigel chegou a última etapa daquele ano na liderança do Mundial, mas um erro de estratégia dele e da equipe fizeram com que o inglês perdesse o título para Alain Prost. Mansell terminou o ano com o vice-campeonato, obtendo 70 pontos.

Com um carro bem melhor que da concorrência, enfim Mansell conquistou seu tão sonhado título, vencendo 9 corridas e somando108 pontos. Após se tornar campeão, o inglês anunciou sua aposentadoria da Formula1 e foi para a Formula Indy.
Senna e Mansell

Em 1993, Mansell entrou para a história ao se tornar o primeiro estrangeiro campeão em seu ano de estréia na Fórmula Indy, vencendo o brasileiro Emerson Fittipaldi.
Senna e Mansell



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